Carolina Souza
domingo, 4 de março de 2012
Posto de Saude
Eu amo o Rio de Janeiro! Balas perdidas, bueiros explodindo, predios caindo, Baia de Guanabara poluida mas conhecida como mar solido, esgoto na rua, calor infernal, transito, barulho... enfim, isso é a Cidade Maravilhosa. Mas hoje nao quero falar dessas mazelas que os nobres governantes ignoram. Quero falar da saude publica. Que a saude publica é uma merda todos já sabem, mas o atendimento esta cada dia pior. Eu era a unica pessoa que pediu pra medir a pressao em um posto, demorou mais de uma hora e ainda me trataram mal. Mas eu compreendo: a enfermeira estava mega ocupada assistindo tv. Realmente, nao da pra perder um episodio do iCarly. Enfim, hoje o Rio é o dono do dois ff.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Patria Ingrata
“Bem vindo ao país de todas as nações”, esta frase estava escrita em um outdoor na Zona Sul do Rio de Janeiro, e bem embaixo desse outdoor havia um morador de rua dormindo com um cachorro. Esta cena me fez pensar: será que o Brasil é o país de todas as nações mas não é o país do seu próprio povo?
É incrível como nosso povo se tornou frio. Passam na rua, vêem pessoas passando fome e são indiferentes a isso. O caos do bem-estar social e a zoomorfizaçao já se tornaram tão normais que elas passaram a ser o cenário das grandes cidades.
No dia que eu presenciei aquela cena, perto do local acontecia alguma coisa da Copa de 2014 (peço desculpas aos leitores por minha ignorância de não saber o que ocorreu em um evento tão importante; eu sei dos benefícios que a Copa trará, mas antes de ser o país de todas as nações eu quero que seja o país da nossa nação). Fecharam o espaço aéreo, gastaram milhões, passaram todos e viram os mendigos lá; e o que fizeram? Nada. E o que vão fazer? Nada. E por que não fizeram e não farão nada? Esta pergunta eu deixo para que os eleitores digam a resposta. Mas já dou a dica: o motivo pelo qual ninguém fez e nem fará nada é o mesmo motivo que faz as escolas serem péssimas, o ENEM ter questões idiotas, a cultura não existir e ter Copa do Mundo daqui a três anos.
É complicado viver em um país onde os problemas estão diante de nossas faces e nada é feito para solucioná-los. Já estou cansada e magoada de ter que escrever varias vezes sobre isso. Então, a nossa nação e as autoridades eu deixo os últimos três versos do Hino Nacional:
“Entre outras mil és tu Brasil, ó Pátria malvada,
Dos filhos deste solo és madrasta vil
Pátria ingrata Brasil”.
Carolina Souza
É incrível como nosso povo se tornou frio. Passam na rua, vêem pessoas passando fome e são indiferentes a isso. O caos do bem-estar social e a zoomorfizaçao já se tornaram tão normais que elas passaram a ser o cenário das grandes cidades.
No dia que eu presenciei aquela cena, perto do local acontecia alguma coisa da Copa de 2014 (peço desculpas aos leitores por minha ignorância de não saber o que ocorreu em um evento tão importante; eu sei dos benefícios que a Copa trará, mas antes de ser o país de todas as nações eu quero que seja o país da nossa nação). Fecharam o espaço aéreo, gastaram milhões, passaram todos e viram os mendigos lá; e o que fizeram? Nada. E o que vão fazer? Nada. E por que não fizeram e não farão nada? Esta pergunta eu deixo para que os eleitores digam a resposta. Mas já dou a dica: o motivo pelo qual ninguém fez e nem fará nada é o mesmo motivo que faz as escolas serem péssimas, o ENEM ter questões idiotas, a cultura não existir e ter Copa do Mundo daqui a três anos.
É complicado viver em um país onde os problemas estão diante de nossas faces e nada é feito para solucioná-los. Já estou cansada e magoada de ter que escrever varias vezes sobre isso. Então, a nossa nação e as autoridades eu deixo os últimos três versos do Hino Nacional:
“Entre outras mil és tu Brasil, ó Pátria malvada,
Dos filhos deste solo és madrasta vil
Pátria ingrata Brasil”.
Carolina Souza
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Voto consciente e mais bla, bla, bla, bla
“Por um Brasil decente, vote consciente.” Os planfetários que me perdoem mas a minha consciência se recusa a participar da festa da democracia do foto obrigatório. Penso eu, que nenhuma consciência participa, porque para crer que algo obrigatório é uma manifestação democrática deve-se estar no mínimo inconsciente.
Para esses credores de um país “decente”, o governante deverá providenciar saúde, emprego, educação e varias outras coisas, tudo isso com boa qualidade. Saude.... um dia, quem sabe, o Estado se preocupará. Emprego só com boa qualificação que é provida pela educação. Educação essa, que por sua vez, jamais será concebida a nós pelo governo.
Os governantes sabem que com educação de boa qualidade todos passam a pensar e questionar. E um povo pensante não é manipulável. Um povo pensante levaria a sociedade ao comunismo, pois este povo saberia que a liberdade e as vontades não podem ser tiradas do corpo e representadas por um terceiro. Um terceiro que é escolhido pela maioria e não por todos. E isso é democracia? Sucumbir-se a vontade alheia? Se isso é democracia me recuso a vive-la.
Me recuso a viver na democracia da segregação de classes sócias. Na democracia, onde o pobre deve ser condenado a passar o tempo em uma escola publica, e o rico a passar os seus dias tendo o deleite do saber no ensino particular.
Me recuso a viver na democracia onde pessoas morrem na fila porque não têm dinheiro para pagar o tratamento medico. Ao mesmo tempo que outras têm o melhor atendimento da face da Terra.
Me recuso a viver nessa democracia falsa e comprada pela mesquinhez do capitalismo.
Me recuso, e queria que todos se recusassem. Queria que não esquecessem a consciência em casa, e que a carregassem consigo para questionar o mundo, para questionar as imposições, as ordens, os dogmas e tudo que aparentemente não é questionável.
A consciência dos eleitores esta no bolso, já que ele não tem dinheiro. A consciência está no lixo, junto com o senso critico e a dignidade de ser humano. A consciência está no papel junto com todas as outras teorias não praticadas pelo povo. A consciência do voto está no voto, na propaganda, nas propostas, jogo de marketing sujo, muito útil, para manipular e focalizar uma verdade exata. Verdade esta, de Platão – não é verdade! E seguimos assim, em ordem num desprogresso bem característico rumo ao topo da pirâmide invertida, votando conscientemente e acreditando em mais uns bla, bla, blas que dizem por ai.
Para esses credores de um país “decente”, o governante deverá providenciar saúde, emprego, educação e varias outras coisas, tudo isso com boa qualidade. Saude.... um dia, quem sabe, o Estado se preocupará. Emprego só com boa qualificação que é provida pela educação. Educação essa, que por sua vez, jamais será concebida a nós pelo governo.
Os governantes sabem que com educação de boa qualidade todos passam a pensar e questionar. E um povo pensante não é manipulável. Um povo pensante levaria a sociedade ao comunismo, pois este povo saberia que a liberdade e as vontades não podem ser tiradas do corpo e representadas por um terceiro. Um terceiro que é escolhido pela maioria e não por todos. E isso é democracia? Sucumbir-se a vontade alheia? Se isso é democracia me recuso a vive-la.
Me recuso a viver na democracia da segregação de classes sócias. Na democracia, onde o pobre deve ser condenado a passar o tempo em uma escola publica, e o rico a passar os seus dias tendo o deleite do saber no ensino particular.
Me recuso a viver na democracia onde pessoas morrem na fila porque não têm dinheiro para pagar o tratamento medico. Ao mesmo tempo que outras têm o melhor atendimento da face da Terra.
Me recuso a viver nessa democracia falsa e comprada pela mesquinhez do capitalismo.
Me recuso, e queria que todos se recusassem. Queria que não esquecessem a consciência em casa, e que a carregassem consigo para questionar o mundo, para questionar as imposições, as ordens, os dogmas e tudo que aparentemente não é questionável.
A consciência dos eleitores esta no bolso, já que ele não tem dinheiro. A consciência está no lixo, junto com o senso critico e a dignidade de ser humano. A consciência está no papel junto com todas as outras teorias não praticadas pelo povo. A consciência do voto está no voto, na propaganda, nas propostas, jogo de marketing sujo, muito útil, para manipular e focalizar uma verdade exata. Verdade esta, de Platão – não é verdade! E seguimos assim, em ordem num desprogresso bem característico rumo ao topo da pirâmide invertida, votando conscientemente e acreditando em mais uns bla, bla, blas que dizem por ai.
Carolina Souza
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Feliz 2012
Amigos,
2011 esta acabando e 2012 esta chegando! :)
Esse ano foi muito construtivo pra mim: aprendi com o Paloci a "ter boa fé nas pessoas", aprendi com o Lupi a amar a Dilma, aprendi com o ENEM que nós somos primos da mosca, aprendi com o MEC que ser bissexual é mais vantajoso, aprendi com o INEP que uma pessoa que acerta 18 questoes merece ter uma nota maior do que uma que acerta 41. Enfim, foi um ano memoravel!
Quero avisar a toodos que o mundo nao vai acabar em 2012 devido a alguns politicos brasileiros - se eles morrerem nao serao aceitos nem no céu nem no inferno, e como nao ha purgatorio...
Quero tmb desejar a todos um otimo ano, que nasça nesse país a consciencia de classe e que nessas eleiçoes ninguem seja eleito.
E por ultimo quero agradecer pela liberdade de expressao que o governo brasileiro me da, este governo de dois ff, um de me f**** e outro de me furtar.
FELIZ 2012, MEU POVO!
Carolina Souza
2011 esta acabando e 2012 esta chegando! :)
Esse ano foi muito construtivo pra mim: aprendi com o Paloci a "ter boa fé nas pessoas", aprendi com o Lupi a amar a Dilma, aprendi com o ENEM que nós somos primos da mosca, aprendi com o MEC que ser bissexual é mais vantajoso, aprendi com o INEP que uma pessoa que acerta 18 questoes merece ter uma nota maior do que uma que acerta 41. Enfim, foi um ano memoravel!
Quero avisar a toodos que o mundo nao vai acabar em 2012 devido a alguns politicos brasileiros - se eles morrerem nao serao aceitos nem no céu nem no inferno, e como nao ha purgatorio...
Quero tmb desejar a todos um otimo ano, que nasça nesse país a consciencia de classe e que nessas eleiçoes ninguem seja eleito.
E por ultimo quero agradecer pela liberdade de expressao que o governo brasileiro me da, este governo de dois ff, um de me f**** e outro de me furtar.
FELIZ 2012, MEU POVO!
Carolina Souza
Pedido ao Papai Noel
O ENEM é como um ser humano parir um elefante por parto normal: doloroso e traumatizante! Primeiro o INEP (Ineficiencia na elaboraçao de provas) fez uma prova imbecil. Depois, o MEC (Ministerio da extinçao da consciencia) deu notas erradas. E agora, o SISU (Site impossivel de ser utilizado) esta dando problema, é quase impossivel acessar e conseguir alguma informaçao. E detalhe, as inscriçoes ainda nem começaram :S
Papai Noel, eu sei que eu sou comunista, mas eu tmb mereço presente: por favor, de um novo sistema educacional pro Brasil...
Carolina Souza
Papai Noel, eu sei que eu sou comunista, mas eu tmb mereço presente: por favor, de um novo sistema educacional pro Brasil...
Carolina Souza
sexta-feira, 25 de março de 2011
Um discurso
" ... entre nós, não há vergonha na pobreza, mas a maior vergonha
é não fazer o possivel para evita-la (...) Olhamos o homem alheio à
politica não como alguem que cuida de seus proprios interesses, mas
como um inutil (...) Decidimos as questoes publicas por nós mesmos,
ou pelo menos nos esforçamos por compreende-las claramente, na
crença de que não é o debate que é o empecilho à açao, mas sim
o fato de não estar devidamente esclarecido pelo debate antes de
chegar a hora da açao."
é não fazer o possivel para evita-la (...) Olhamos o homem alheio à
politica não como alguem que cuida de seus proprios interesses, mas
como um inutil (...) Decidimos as questoes publicas por nós mesmos,
ou pelo menos nos esforçamos por compreende-las claramente, na
crença de que não é o debate que é o empecilho à açao, mas sim
o fato de não estar devidamente esclarecido pelo debate antes de
chegar a hora da açao."
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
A solução é terceirizar o Brasil!
Estamos vivendo uma nova tendência: a terceirização. Esse novo hábito vem sido utilizado em larga escala desde o começo deste século. Atualmente, nós terceirizamos tudo: prestações de serviços, hospitais, festas, e daqui a pouco, terá alguém terceirizando até a própria alma.
No setor publico, ás vezes, a terceirização é bem eficaz; acabando com o lenga-lenga do funcionalismo publico, e transformando a ociosidade em trabalho concreto.
Já que a terceirização é de grande proveito nas instituições publicas, por que não terceirizar todo o país??? Sim, vamos terceirizar essa aberração que nós chamamos de nação. E nós nem teremos muito trabalho com isso. Afinal de contas, nosso português já foi altamente americanizado, nossas empresas, um grande número, são multinacionais, e nós nem precisamos pensar, só precisamos produzir.
Terceirizar definitivamente é o melhor negocio! Infinitas são as vantagens. Mas a vantagem, que eu não ouso nem citar, é que se tudo der errado (o que não é raro acontecer) a culpa não é nossa! Lógico que não é nossa! Já que nós seremos os empregados, e não os patrões (olhando por esse lado, até que não vai mudar muito).
Todavia, temos que terceirizar este grande pedaço de chão para algum país de língua complicada como Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha. Não podemos deixar nosso país na mão de argentinos, angolanos, paraguaios. Pior que está, isso jamais ocorrerá, já que nada transcende o ponto máximo do pior. Nós merecemos ser “administrados” e “gerenciados” por países altamente desenvolvidos, desta forma, conseguiremos avançar, mesmo que pouco.
Você leitor deve estar se perguntando quão ruim seria ser submisso as ordens de outra nação. Deve estar pensando que isso é quase uma forma de escravidão, já que seremos empregados não remunerados de um grande suserano.
Entretanto, quem somos nós para falar dessa forma de “escravidão”? Somos todos escravocratas.
Somos escravocratas quando aceitamos ter educação de acordo com nossas remunerações (rico tem boa educação; e pobre, pobre não precisa de educação, só precisa trabalhar para alguém ). Somos escravocratas quando aceitamos que as diferenças sociais citem quem nós somos. Somos escravocratas, quando arranjamos tempo para criticar, preconceitualizar, guerrear, e quando negamos tempo para respeitar.
Vivemos servindo e sustentando essa nação há décadas. Esforço não reconhecido. Nesse país de inzoneiros, mexeriqueiros, engenheiros, pedreiros, carpinteiros, lixeiros, guerreiros, sem eira nem beira, erramos, lutamos. E não evoluímos.
Ainda temos cotas pois não conseguimos ter um ensino publico tão eficiente quanto o privado. Ainda morremos nas filas de hospitais por não termos dinheiro para plano de saúde. Ainda passamos fome, frio, cede. Ainda temos esperança.
Talvez a solução seja realmente terceirizar o Brasil, antes que ele seja vendido, ou abandonado por nós, medíocres apreciadores do fim da nação.
Carolina Souza
No setor publico, ás vezes, a terceirização é bem eficaz; acabando com o lenga-lenga do funcionalismo publico, e transformando a ociosidade em trabalho concreto.
Já que a terceirização é de grande proveito nas instituições publicas, por que não terceirizar todo o país??? Sim, vamos terceirizar essa aberração que nós chamamos de nação. E nós nem teremos muito trabalho com isso. Afinal de contas, nosso português já foi altamente americanizado, nossas empresas, um grande número, são multinacionais, e nós nem precisamos pensar, só precisamos produzir.
Terceirizar definitivamente é o melhor negocio! Infinitas são as vantagens. Mas a vantagem, que eu não ouso nem citar, é que se tudo der errado (o que não é raro acontecer) a culpa não é nossa! Lógico que não é nossa! Já que nós seremos os empregados, e não os patrões (olhando por esse lado, até que não vai mudar muito).
Todavia, temos que terceirizar este grande pedaço de chão para algum país de língua complicada como Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha. Não podemos deixar nosso país na mão de argentinos, angolanos, paraguaios. Pior que está, isso jamais ocorrerá, já que nada transcende o ponto máximo do pior. Nós merecemos ser “administrados” e “gerenciados” por países altamente desenvolvidos, desta forma, conseguiremos avançar, mesmo que pouco.
Você leitor deve estar se perguntando quão ruim seria ser submisso as ordens de outra nação. Deve estar pensando que isso é quase uma forma de escravidão, já que seremos empregados não remunerados de um grande suserano.
Entretanto, quem somos nós para falar dessa forma de “escravidão”? Somos todos escravocratas.
Somos escravocratas quando aceitamos ter educação de acordo com nossas remunerações (rico tem boa educação; e pobre, pobre não precisa de educação, só precisa trabalhar para alguém ). Somos escravocratas quando aceitamos que as diferenças sociais citem quem nós somos. Somos escravocratas, quando arranjamos tempo para criticar, preconceitualizar, guerrear, e quando negamos tempo para respeitar.
Vivemos servindo e sustentando essa nação há décadas. Esforço não reconhecido. Nesse país de inzoneiros, mexeriqueiros, engenheiros, pedreiros, carpinteiros, lixeiros, guerreiros, sem eira nem beira, erramos, lutamos. E não evoluímos.
Ainda temos cotas pois não conseguimos ter um ensino publico tão eficiente quanto o privado. Ainda morremos nas filas de hospitais por não termos dinheiro para plano de saúde. Ainda passamos fome, frio, cede. Ainda temos esperança.
Talvez a solução seja realmente terceirizar o Brasil, antes que ele seja vendido, ou abandonado por nós, medíocres apreciadores do fim da nação.
Carolina Souza
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Confissão
Nunca amei alguem tão intensamente
Sempre mantive meus pés no chão
E de tanto proteger meu coração
Eu me perdi nessa melodia
Suponha que eu nunca te veja
Suponha que eu jamais me apaixone novamente
Suponha que você nunca me beije tão docemente
Suponha que eu jamais te encontre
Suponha que você não me ligue mais
Suponha que eu continue cantando nossa musica
Só para poder me apaixonar mais
E todos os meus amigos dizem
Que esse amor vai crescer
E vai me dominar por completo
Nunca amei alguem tão intensamente
Sempre mantive meus pés no chão
E de tanto proteger meu coração
Eu me perdi nessa melodia
Na minha cabeça
Escuto a sua voz
Da minha cabeça
As suas palavras não saem
Os meus labios
Só cantam a nossa musica
E isso parte o meu coração
Adaptado por Carolina Souza
Sempre mantive meus pés no chão
E de tanto proteger meu coração
Eu me perdi nessa melodia
Suponha que eu nunca te veja
Suponha que eu jamais me apaixone novamente
Suponha que você nunca me beije tão docemente
Suponha que eu jamais te encontre
Suponha que você não me ligue mais
Suponha que eu continue cantando nossa musica
Só para poder me apaixonar mais
E todos os meus amigos dizem
Que esse amor vai crescer
E vai me dominar por completo
Nunca amei alguem tão intensamente
Sempre mantive meus pés no chão
E de tanto proteger meu coração
Eu me perdi nessa melodia
Na minha cabeça
Escuto a sua voz
Da minha cabeça
As suas palavras não saem
Os meus labios
Só cantam a nossa musica
E isso parte o meu coração
Adaptado por Carolina Souza
Minha Juventude
Na minha juventude, havia cidades perigosas
Havia ruas taciturnas
Fugas entre o silencio da noite escura
Na minha juventude, quando entardecia
Todas as expectativas se consumavam
E na frente do meu espelho eu dançava
Mas minha juventude me olhou seria:
“O que você fez de nossas horas?
O que fez com os caminhos perdidos?
Agora o vento do inverno sopra...”
Na minha juventude, houve belas partidas
O disparar do meu coração com um único olhar
A incerteza a cada passo
Na minha juventude, houve interstícios
Vôos em estado de embriaguez
Aterrissagens desesperadas
Mas minha juventude me olhou severamente:
“O que você fez de nossas noites?
O que fez de nossas aventuras?
Agora, o tempo volta a correr...”
Na minha juventude, houve uma prece
Um ato, um dizer ou um sonhar
Uma promessa ou um mistério
Na minha juventude, houve uma flor
Colhida em plena doçura
Arrancada com pavor
Mas minha juventude me olhou cruelmente
E disse que ela tinha que partir
Ela se voltaria à outras estrelas
E eu que decidisse o fim da historia.
Adaptado por Carolina Souza
Havia ruas taciturnas
Fugas entre o silencio da noite escura
Na minha juventude, quando entardecia
Todas as expectativas se consumavam
E na frente do meu espelho eu dançava
Mas minha juventude me olhou seria:
“O que você fez de nossas horas?
O que fez com os caminhos perdidos?
Agora o vento do inverno sopra...”
Na minha juventude, houve belas partidas
O disparar do meu coração com um único olhar
A incerteza a cada passo
Na minha juventude, houve interstícios
Vôos em estado de embriaguez
Aterrissagens desesperadas
Mas minha juventude me olhou severamente:
“O que você fez de nossas noites?
O que fez de nossas aventuras?
Agora, o tempo volta a correr...”
Na minha juventude, houve uma prece
Um ato, um dizer ou um sonhar
Uma promessa ou um mistério
Na minha juventude, houve uma flor
Colhida em plena doçura
Arrancada com pavor
Mas minha juventude me olhou cruelmente
E disse que ela tinha que partir
Ela se voltaria à outras estrelas
E eu que decidisse o fim da historia.
Adaptado por Carolina Souza
Deixe-me
Deixe-me tecer com palavras a dor que eu sinto,
As lagrimas que molham a minha frágil pele.
Deixe-me tocar o chão que eu piso,
A estrela que eu admiro,
O orgulho que eu ostento.
Deixe-me ser eu,
Com todas as minhas fases.
Deixe-me ser taciturna,
Caótica e obliqua.
Deixe-me ser o amanha,
O infinito,
O que for.
Deixe-me ir,
Meu coração não é maquina:
Uma vez quebrado,
Consertado jamais.
Carolina Souza
As lagrimas que molham a minha frágil pele.
Deixe-me tocar o chão que eu piso,
A estrela que eu admiro,
O orgulho que eu ostento.
Deixe-me ser eu,
Com todas as minhas fases.
Deixe-me ser taciturna,
Caótica e obliqua.
Deixe-me ser o amanha,
O infinito,
O que for.
Deixe-me ir,
Meu coração não é maquina:
Uma vez quebrado,
Consertado jamais.
Carolina Souza
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Querido
Taciturnas eram as noites que eu passava sonhando com você
Perdi minhas pegadas
Implorei para meu mundo não desabar novamente
Todos diziam que eu estava sofrendo
Mas eu jurava estar bem
Você era o meu jardim
Mas logo se tornou tempestade
Eu era só mais uma peça do seu jogo de xadrez
Mas você mudava as regras repentinamente
Eu questionava qual versão de você eu iria encontrar
Mas desisti de ir e esta musica é para explicar o por quê
Querido
Agora que terminamos me pergunto se
Eu não era muito nova para ter me envolvido tanto
A patinha feia chorou a noite toda
Isso era tão previsível
Talvez seja eu com a minha mania de me entregar por completo
Talvez seja você com as suas estúpidas mentiras para me enganar
Espero que você me coloque junto com os outros troféus de suas conquistas
Como eu me arrependo de não ter deixado você antes
Querido
Agora que terminamos me pergunto se
Eu não era muito nova para ter me envolvido tanto
A patinha feia chorou a noite toda
Querido
Agora eu sei que tudo estava errado
Você me fazia sofrer e chorar
Enquanto tudo que eu te dava era um amor incondicional
Eu deveria ter previsto
Você é um expert em desculpas
Historias estúpidas
Me matava a cada dia com seus olhos sem vida
Arrancou meu coração com um gume de ouro
Fez minha alma chorar
Mas eu me afastei antes do vento soprar
Então fique sozinho
Com sua sórdida e triste vida
Querido
Agora que terminamos me pergunto se
Eu não era muito nova para ter me envolvido tanto
A patinha feia chorou a noite toda
Isso era tão previsível
Perdi minhas pegadas
Implorei para meu mundo não desabar novamente
Todos diziam que eu estava sofrendo
Mas eu jurava estar bem
Você era o meu jardim
Mas logo se tornou tempestade
Eu era só mais uma peça do seu jogo de xadrez
Mas você mudava as regras repentinamente
Eu questionava qual versão de você eu iria encontrar
Mas desisti de ir e esta musica é para explicar o por quê
Querido
Agora que terminamos me pergunto se
Eu não era muito nova para ter me envolvido tanto
A patinha feia chorou a noite toda
Isso era tão previsível
Talvez seja eu com a minha mania de me entregar por completo
Talvez seja você com as suas estúpidas mentiras para me enganar
Espero que você me coloque junto com os outros troféus de suas conquistas
Como eu me arrependo de não ter deixado você antes
Querido
Agora que terminamos me pergunto se
Eu não era muito nova para ter me envolvido tanto
A patinha feia chorou a noite toda
Querido
Agora eu sei que tudo estava errado
Você me fazia sofrer e chorar
Enquanto tudo que eu te dava era um amor incondicional
Eu deveria ter previsto
Você é um expert em desculpas
Historias estúpidas
Me matava a cada dia com seus olhos sem vida
Arrancou meu coração com um gume de ouro
Fez minha alma chorar
Mas eu me afastei antes do vento soprar
Então fique sozinho
Com sua sórdida e triste vida
Querido
Agora que terminamos me pergunto se
Eu não era muito nova para ter me envolvido tanto
A patinha feia chorou a noite toda
Isso era tão previsível
Carolina Souza
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Desejos para 2011
“No momento de tua renuncia, estendes a mão sobre o infinito, e tu verás tudo o que via só que melhor, e tudo que era efêmero se desfez, e ficaste só tu que és eterno”. Aprecio Cecilia porque ela explicava a vida de forma simples.
Por que temos que nos prender as amarras do tempo?
(Fazendo uma pequena digressão, decidi não escrever sobre política no primeiro dia do ano porque o véu vermelho ainda me deprime).
Passei a virada do ano dormindo. E daí? Por acaso a noite da virada é mais magnífica que a noite de um solstício? O que ela tem de tão especial?
Um ano nunca acaba. Maior prova disso é a ressaca que a maioria das pessoas têm no primeiro dia do ano. Ressaca conseqüente do ano passado que não desapareceu em um passe de mágica.
Façamo-nos sem limite de tempos. Somos o hoje e não o amanha.
Horas, dias, meses, anos e todos os derivados não passam de formas inúteis de algarismar a curta vida que temos.
Busquemos liberdade na liberdade de ser livre.
Jamais ostentemos as correntes que nos prendem aos relógios.
Sejamos livres, mesmo sem saber o exato significado de liberdade.
E os meus desejos para 2011? Que sejamos irmãos.
Por que temos que nos prender as amarras do tempo?
(Fazendo uma pequena digressão, decidi não escrever sobre política no primeiro dia do ano porque o véu vermelho ainda me deprime).
Passei a virada do ano dormindo. E daí? Por acaso a noite da virada é mais magnífica que a noite de um solstício? O que ela tem de tão especial?
Um ano nunca acaba. Maior prova disso é a ressaca que a maioria das pessoas têm no primeiro dia do ano. Ressaca conseqüente do ano passado que não desapareceu em um passe de mágica.
Façamo-nos sem limite de tempos. Somos o hoje e não o amanha.
Horas, dias, meses, anos e todos os derivados não passam de formas inúteis de algarismar a curta vida que temos.
Busquemos liberdade na liberdade de ser livre.
Jamais ostentemos as correntes que nos prendem aos relógios.
Sejamos livres, mesmo sem saber o exato significado de liberdade.
E os meus desejos para 2011? Que sejamos irmãos.
Carolina Souza
Voto consciente e mais bla, bla, bla
“Por um Brasil decente, vote consciente.” Os planfetários que me perdoem mas a minha consciência se recusa a participar da festa da democracia do foto obrigatório. Penso eu, que nenhuma consciência participa, porque para crer que algo obrigatório é uma manifestação democrática deve-se estar no mínimo inconsciente.
Para esses credores de um país “decente”, o governante deverá providenciar saúde, emprego, educação e varias outras coisas, tudo isso com boa qualidade. Saude.... um dia, quem sabe, o Estado se preocupará. Emprego só com boa qualificação que é provida pela educação. Educação essa, que por sua vez, jamais será concebida a nós pelo governo.
Os governantes sabem que com educação de boa qualidade todos passam a pensar e questionar. E um povo pensante não é manipulável. Um povo pensante levaria a sociedade ao anarquismo, pois este povo saberia que a liberdade e as vontades não podem ser tiradas do corpo e representadas por um terceiro. Um terceiro que é escolhido pela maioria e não por todos. E isso é democracia? Sucumbir-se a vontade alheia? Se isso é democracia me recuso a vive-la.
Me recuso a viver na democracia da segregação de classes sócias. Na democracia, onde o pobre deve ser condenado a passar o tempo em uma escola publica, e o rico a passar os seus dias tendo o deleite do saber no ensino particular.
Me recuso a viver na democracia onde pessoas morrem na fila porque não têm dinheiro para pagar o tratamento medico. Ao mesmo tempo que outras têm o melhor atendimento da face da Terra.
Me recuso a viver nessa democracia falsa e comprada pela mesquinhez do capitalismo.
Me recuso, e queria que todos se recusassem. Queria que não esquecessem a consciência em casa, e que a carregassem consigo para questionar o mundo, para questionar as imposições, as ordens, os dogmas e tudo que aparentemente não é questionável.
A consciência dos eleitores esta no bolso, já que ele não tem dinheiro. A consciência está no lixo, junto com o senso critico e a dignidade de ser humano. A consciência está no papel junto com todas as outras teorias não praticadas pelo povo. A consciência do voto está no voto, na propaganda, nas propostas, jogo de marketing sujo, muito útil, para manipular e vocalizar uma verdade exata. Verdade esta, de Platão – não é verdade! E seguimos assim, em ordem num desprogresso bem característico rumo ao topo da pirâmide invertida, votando conscientemente e acreditando em mais uns bla, bla, blas que dizem por ai.
Para esses credores de um país “decente”, o governante deverá providenciar saúde, emprego, educação e varias outras coisas, tudo isso com boa qualidade. Saude.... um dia, quem sabe, o Estado se preocupará. Emprego só com boa qualificação que é provida pela educação. Educação essa, que por sua vez, jamais será concebida a nós pelo governo.
Os governantes sabem que com educação de boa qualidade todos passam a pensar e questionar. E um povo pensante não é manipulável. Um povo pensante levaria a sociedade ao anarquismo, pois este povo saberia que a liberdade e as vontades não podem ser tiradas do corpo e representadas por um terceiro. Um terceiro que é escolhido pela maioria e não por todos. E isso é democracia? Sucumbir-se a vontade alheia? Se isso é democracia me recuso a vive-la.
Me recuso a viver na democracia da segregação de classes sócias. Na democracia, onde o pobre deve ser condenado a passar o tempo em uma escola publica, e o rico a passar os seus dias tendo o deleite do saber no ensino particular.
Me recuso a viver na democracia onde pessoas morrem na fila porque não têm dinheiro para pagar o tratamento medico. Ao mesmo tempo que outras têm o melhor atendimento da face da Terra.
Me recuso a viver nessa democracia falsa e comprada pela mesquinhez do capitalismo.
Me recuso, e queria que todos se recusassem. Queria que não esquecessem a consciência em casa, e que a carregassem consigo para questionar o mundo, para questionar as imposições, as ordens, os dogmas e tudo que aparentemente não é questionável.
A consciência dos eleitores esta no bolso, já que ele não tem dinheiro. A consciência está no lixo, junto com o senso critico e a dignidade de ser humano. A consciência está no papel junto com todas as outras teorias não praticadas pelo povo. A consciência do voto está no voto, na propaganda, nas propostas, jogo de marketing sujo, muito útil, para manipular e vocalizar uma verdade exata. Verdade esta, de Platão – não é verdade! E seguimos assim, em ordem num desprogresso bem característico rumo ao topo da pirâmide invertida, votando conscientemente e acreditando em mais uns bla, bla, blas que dizem por ai.
Carolina Souza
Sejamos, pois, cupins
Foi assim que o meu doce-amargo fim de semana se findou, o escasso momento que tenho para cuspir os meus míseros dotes artísticos foi desperdiçado com aquela magnífica prova.
ENEM: o exame que atesta a incompetência dos cérebros fabricados pelo ensino publico. O que não é de se admirar, partindo do principio que grande parte do que é publico tem a tendência em ser falho. Todavia, deixemos de lado os engenhosos feitos dos burgueses-adiposos e vamos entender o mecanismo deste novo- velho exame.
O governo tendo ciência de que as escolas publicas não capacitam o aluno nem para apertar parafusos resolveu, mais uma vez, mascarar a situação: faça-se o novo Enem. E surgiu. A partir daí, com o novo Enem sendo utilizado como vestibular, para ingressar em uma universidade basta saber ler. Sim, basta somente saber ler, pois este é o único conhecimento necessário para se fazer a prova. E a população incauta, ingênua ou ignorante, considera a facilitação do acesso a faculdade algo maravilhoso. Grande engano. Enem, esta prova que é vista com medo pelos estudantes das escolas publicas, e feita com deboche pelos alunos das instituições particulares. E mais uma vez, a classe media e alta são a maioria nas universidades federais, a minoria da população e a maior beneficiada com o Enem.
Santa democracia da estratificação social. Republica da aristocracia daqueles que algarismam o amanhã.
Pra que criar seres pensantes que irão contra o sistema vigente?
O governo não educa monstros para derrubá-lo, entretanto ele deixa que os cupins vivam, e roam sua estrutura de forma passiva até a queda. Uma queda para que todos fiquem no mesmo patamar. Sejamos, pois, cupins.
ENEM: o exame que atesta a incompetência dos cérebros fabricados pelo ensino publico. O que não é de se admirar, partindo do principio que grande parte do que é publico tem a tendência em ser falho. Todavia, deixemos de lado os engenhosos feitos dos burgueses-adiposos e vamos entender o mecanismo deste novo- velho exame.
O governo tendo ciência de que as escolas publicas não capacitam o aluno nem para apertar parafusos resolveu, mais uma vez, mascarar a situação: faça-se o novo Enem. E surgiu. A partir daí, com o novo Enem sendo utilizado como vestibular, para ingressar em uma universidade basta saber ler. Sim, basta somente saber ler, pois este é o único conhecimento necessário para se fazer a prova. E a população incauta, ingênua ou ignorante, considera a facilitação do acesso a faculdade algo maravilhoso. Grande engano. Enem, esta prova que é vista com medo pelos estudantes das escolas publicas, e feita com deboche pelos alunos das instituições particulares. E mais uma vez, a classe media e alta são a maioria nas universidades federais, a minoria da população e a maior beneficiada com o Enem.
Santa democracia da estratificação social. Republica da aristocracia daqueles que algarismam o amanhã.
Pra que criar seres pensantes que irão contra o sistema vigente?
O governo não educa monstros para derrubá-lo, entretanto ele deixa que os cupins vivam, e roam sua estrutura de forma passiva até a queda. Uma queda para que todos fiquem no mesmo patamar. Sejamos, pois, cupins.
Carolina Souza
Saudades do Lar
Perco-me entre navios
E meu chefe se enfurece
Mas as lembranças eu não consigo conter
Daquelas doces vozes
Risonhas e taciturnas
Alegrando a minha infância
Todo dia olho-me no espelho
E pergunto-me o que eu fiz de mim
Eu busquei um futuro promissor
O sucesso se formou tão rápido
Viajei muito
Todas as fronteiras eu rompi
Mas anseio em casa logo chegar
Todas as possibilidades
Tornaram-se uma certeza inquestionável
Então me perco entre os navios
Destilo saudade em copos vazios
E as ondas batem contra minha sanidade
Vasculho em álbuns momentos vividos
Outra vez tudo ganha vida
Escrevo esta canção para quem se sente assim
Longe de casa...
Saudades do lar...
Só sabe como dói quem a sente
Somos ermitões.
E meu chefe se enfurece
Mas as lembranças eu não consigo conter
Daquelas doces vozes
Risonhas e taciturnas
Alegrando a minha infância
Todo dia olho-me no espelho
E pergunto-me o que eu fiz de mim
Eu busquei um futuro promissor
O sucesso se formou tão rápido
Viajei muito
Todas as fronteiras eu rompi
Mas anseio em casa logo chegar
Todas as possibilidades
Tornaram-se uma certeza inquestionável
Então me perco entre os navios
Destilo saudade em copos vazios
E as ondas batem contra minha sanidade
Vasculho em álbuns momentos vividos
Outra vez tudo ganha vida
Escrevo esta canção para quem se sente assim
Longe de casa...
Saudades do lar...
Só sabe como dói quem a sente
Somos ermitões.
Carolina Souza
domingo, 2 de janeiro de 2011
Vinte quatro de novembro
Dedico este poema a um amigo...
Vasto foram os dias em que a solidão me atingiu de forma inescrupulosa.
Infelizmente me abati por alguns momentos.
No entanto, posso afirmar que tudo se renovou a partir daquele momento.
Tenho um amigo.
Exatamente este simples fato me salvou.
Queria eu tê-lo conhecido antes.
Único e incomparável.
Arcanjo que cuidado de mim.
Ter-te-ei como amigo ad finem?
Rogo à Deus para que permita que sim.
Ostento ter-te como irmão.
Deveria eu te elogiar de todas as formas possíveis.
Escrevo miseras palavras para tornar-te imortal.
Nasci sozinha.
O céu ordenou que eu te conhecesse.
Você me encontrou.
E hoje, amigos-irmãos somos.
Mesmo com ideologias distintas entendemo-nos.
Beiro eu à loucura, mas você me resgata.
Respeito-te, admiro-te.
Orgulho-me de ter-te como amigo.
Vasto foram os dias em que a solidão me atingiu de forma inescrupulosa.
Infelizmente me abati por alguns momentos.
No entanto, posso afirmar que tudo se renovou a partir daquele momento.
Tenho um amigo.
Exatamente este simples fato me salvou.
Queria eu tê-lo conhecido antes.
Único e incomparável.
Arcanjo que cuidado de mim.
Ter-te-ei como amigo ad finem?
Rogo à Deus para que permita que sim.
Ostento ter-te como irmão.
Deveria eu te elogiar de todas as formas possíveis.
Escrevo miseras palavras para tornar-te imortal.
Nasci sozinha.
O céu ordenou que eu te conhecesse.
Você me encontrou.
E hoje, amigos-irmãos somos.
Mesmo com ideologias distintas entendemo-nos.
Beiro eu à loucura, mas você me resgata.
Respeito-te, admiro-te.
Orgulho-me de ter-te como amigo.
Carolina Souza
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Ode ao transgressor
Queriam-me casado e tributável, de terno e gravata dentro de um escritório como sardinha em lata ao molho de burocracia. Não queriam a mim. Queriam a minha alma, o meu trabalho, a minha produção. Mas não me vendo! E acreditava que a humanidade teria dignidade para não se vender também.
Fui exilado em meu próprio lar. Olho ao meu redor e não há nada humano. Vejo pernas, braços, cabeças. Corpos vazios e automatizados. - Quando será que a minha bateria acabará?
A dor e o pranto parecem mais típicos do que a alegria. Crianças chorando. Homens feridos. Tudo é observado de forma pacifica, sem comoção e sem revolta. Espectadores da própria destruição. É isso que somos nós.
E há quem diga que progredimos cem anos; mas para mim, retrocedemos um século.
Progressos científicos. Decodificam o DNA. Criam clones. Explicam terremotos. Tudo em vão. Não estou dizendo que avanços tecno-cientificos são desperdício de tempo. Todavia, eles não são os únicos avanços necessários. Ainda existem epidemias e doenças sem cura. Os terremotos ainda devastam grandes áreas. Pessoas falecem. E não podemos interpretar isso como “menos uma boca para ser alimentada”.
Minha fé nesta Terra cada vez é mais escassa, talvez ela seja assim, por não ter companheiras. Não há mais fé. Não há mais essência. Não há mais nada. Há o que não há.
Transgressores: uma ilha de esperança num mar de amargura. Os únicos que pensam, que não se vendem, que não traem a si próprios. Têm um ideal e o seguem. Não se alienam. São livres.
Talvez até sejam vistos como patológicos. Mas eles não aceitam assinar um contrato com uma sociedade que não respeita suas próprias leis.
Que beirem o anarquismo, que sejam amigos da loucura, que escrevam odes aos paleolíticos. Anarquismo de quem não precisa ser submisso as ordens de um governo para se desenvolver. Loucura daqueles que questionam o questionar. E ode aos paleolíticos que tinham a liberdade, o trabalho e a terra. Não se fixavam pois tinham o mundo. Não exploravam até que acabasse eternamente. Trabalhavam para si, e não para vender sua dignidade. Matavam e caçavam só o que precisavam. E eram poetas.
Sim! Poetas! Poetas, porque poetizar é fazer com destreza, com perfeição. E uma vida de liberdade e igualdade é construída aos poucos como uma obra de arte. A vida se torna o quadro, a escultura, a melodia, a dança, o infinito restrito a um tempo pequeno.
Aqueles que têm lucidez porque sabem discernir da loucura. Aqueles que sabem que o céu é azul e não querem vê-lo vermelho. Aqueles que têm sonhos e não os sucumbem as vontades externas. Aqueles que são transgressores, que sejam sempre, e que não se deixe calar nem no ultimo instante.
Carolina Souza
Fui exilado em meu próprio lar. Olho ao meu redor e não há nada humano. Vejo pernas, braços, cabeças. Corpos vazios e automatizados. - Quando será que a minha bateria acabará?
A dor e o pranto parecem mais típicos do que a alegria. Crianças chorando. Homens feridos. Tudo é observado de forma pacifica, sem comoção e sem revolta. Espectadores da própria destruição. É isso que somos nós.
E há quem diga que progredimos cem anos; mas para mim, retrocedemos um século.
Progressos científicos. Decodificam o DNA. Criam clones. Explicam terremotos. Tudo em vão. Não estou dizendo que avanços tecno-cientificos são desperdício de tempo. Todavia, eles não são os únicos avanços necessários. Ainda existem epidemias e doenças sem cura. Os terremotos ainda devastam grandes áreas. Pessoas falecem. E não podemos interpretar isso como “menos uma boca para ser alimentada”.
Minha fé nesta Terra cada vez é mais escassa, talvez ela seja assim, por não ter companheiras. Não há mais fé. Não há mais essência. Não há mais nada. Há o que não há.
Transgressores: uma ilha de esperança num mar de amargura. Os únicos que pensam, que não se vendem, que não traem a si próprios. Têm um ideal e o seguem. Não se alienam. São livres.
Talvez até sejam vistos como patológicos. Mas eles não aceitam assinar um contrato com uma sociedade que não respeita suas próprias leis.
Que beirem o anarquismo, que sejam amigos da loucura, que escrevam odes aos paleolíticos. Anarquismo de quem não precisa ser submisso as ordens de um governo para se desenvolver. Loucura daqueles que questionam o questionar. E ode aos paleolíticos que tinham a liberdade, o trabalho e a terra. Não se fixavam pois tinham o mundo. Não exploravam até que acabasse eternamente. Trabalhavam para si, e não para vender sua dignidade. Matavam e caçavam só o que precisavam. E eram poetas.
Sim! Poetas! Poetas, porque poetizar é fazer com destreza, com perfeição. E uma vida de liberdade e igualdade é construída aos poucos como uma obra de arte. A vida se torna o quadro, a escultura, a melodia, a dança, o infinito restrito a um tempo pequeno.
Aqueles que têm lucidez porque sabem discernir da loucura. Aqueles que sabem que o céu é azul e não querem vê-lo vermelho. Aqueles que têm sonhos e não os sucumbem as vontades externas. Aqueles que são transgressores, que sejam sempre, e que não se deixe calar nem no ultimo instante.
Carolina Souza
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Cuidado que ela volta!
Dois incautos entram em uma pequena loja
E compram 13 balões com a esmola que ganharam
Voltam para o seu barraco no suburbio da cidade
E no dia seguinte, ao amanhecer, soltam os balões.
Das casas onde existe ciencia o alerta parte:
"Há algo perigoso lá fora"
E os olhos espiam pela janela e veem
13 balões invadindo o nosso céu!
13 balões vermelhos escondendo o nosso sol de verão
E quem tem ciencia avisa:
"Há aqui quem é daqui e irá nos trair"
As maquinas de guerra ganham vida
Os olhos da grande aguia ganham força e hipinotizam quem olha para os 13 baloes vermelhos no céu de verão.
13 decisões impostas
13 pessoas mortas
Ninguem pode governar
Só o Imperador pode mandar
E nas ruas a declaração:
"Agora é guerra, foi isso que conquistamos.
Chamem as tropas, chamem os caças para derrubar os 13 balões vermelhos que estão no ar".
13 tanques nas cidade
13 torturados encontrados
Desejos de um novo Tiradente
Suspeitas de uma nova ditadura
Ordens para identificar, classificar e censurar
E se olharmos para o céu só veremos 13 balões vermelhos a voar
13 sonhos destruidos
Cada um por um balão
E estou aqui sem minha familia
No meio das ruinas do que um dia foi uma nação
Quando olho para o passado
Penso que não houve compaixão
Meus olhos se enxem d'agua
Lembro de vc e de um balão que eu (v)soltei...
E compram 13 balões com a esmola que ganharam
Voltam para o seu barraco no suburbio da cidade
E no dia seguinte, ao amanhecer, soltam os balões.
Das casas onde existe ciencia o alerta parte:
"Há algo perigoso lá fora"
E os olhos espiam pela janela e veem
13 balões invadindo o nosso céu!
13 balões vermelhos escondendo o nosso sol de verão
E quem tem ciencia avisa:
"Há aqui quem é daqui e irá nos trair"
As maquinas de guerra ganham vida
Os olhos da grande aguia ganham força e hipinotizam quem olha para os 13 baloes vermelhos no céu de verão.
13 decisões impostas
13 pessoas mortas
Ninguem pode governar
Só o Imperador pode mandar
E nas ruas a declaração:
"Agora é guerra, foi isso que conquistamos.
Chamem as tropas, chamem os caças para derrubar os 13 balões vermelhos que estão no ar".
13 tanques nas cidade
13 torturados encontrados
Desejos de um novo Tiradente
Suspeitas de uma nova ditadura
Ordens para identificar, classificar e censurar
E se olharmos para o céu só veremos 13 balões vermelhos a voar
13 sonhos destruidos
Cada um por um balão
E estou aqui sem minha familia
No meio das ruinas do que um dia foi uma nação
Quando olho para o passado
Penso que não houve compaixão
Meus olhos se enxem d'agua
Lembro de vc e de um balão que eu (v)soltei...
Carolina Souza
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Reminiscência como lei
Em ano eleitoral não poderia falar sobre um assunto diferente de eleições. A maioria dos leitores já deve estar procurando outra coisa para ler, afinal de contas, política é um tema e causa repulsa a maioria das pessoas. Todavia gostaria de esclarecer que política e eleição são coisas totalmente diferentes.
Eleição nada mais é que a escolha de um representante. Talvez ele seja bom, talvez seja ruim, ou talvez ele nem seja. Como Maquiavel dizia, “Todos vêem o que pareces, poucos sabem o que tu és.” Mas voltando a falar das eleições, o problema – por enquanto – não é os candidatos, e sim, a campanha! Santinhos são dados para pessoas e para o vento, e o melhor é que nós sempre recebemos no mínimo dez deles, será que devemos ficar com um e distribuir os nove restantes??? Prefiro nem citar aquelas bandeiras que atrapalham o transito de veículos (limita a visão dos motoristas) e dos pedestres (já que metade da calçada é das bandeiras). E o melhor, aqueles carros de som, no volume mais alto possível, com aquelas parodias dos hits batidos do ano passado. Ai, as eleições são “maravilhosas”!!! E quando pensamos que já passamos por todas as provações: a campanha invade nossa TV, e de repente, todo o trabalho se torna um show, que às vezes, é cômico ou traumático. E mais um viva a democracia, esta avó que nos mima e nos permite escolher qualquer candidato, e é ai que mora o perigo: QUALQUER CANDIDATO. Apresentam-nos os mais diversos tipos de futuros governantes, alguns excelentes e outros totalmente despreparados. Usando mais uma frase de Maquiavel: “Há três espécies de cérebros: uns entendem por si próprios; os outros discernem o que os primeiros entendem; e os terceiros não entendem nem por si próprios nem pelos outros; os primeiros são excelentíssimos; os segundos excelentes; e os terceiros totalmente inúteis.”
Já saindo das eleições e entrando na política em si, o problema floresce a partir do momento em que o representante escolhido começa a atuar. Governar não é um dom, mas também não é adquirido com um diploma. A arte de governar é o conjunto da sorte e da sabedoria. Sorte??? Sim, sorte! A mesma sorte que se recebe ao achar um trevo de quatro folhas. Quem governa precisa ter a sorte de encontrar um mundo de oportunidades abertas e um cenário favorável ao seu governo, e também precisa ter sabedoria para utilizar esta sorte da melhor maneira possível.
Um bom governo, vai além do crescimento econômico. Não estou dizendo que este não é importante, só alego que ele não é o único essencial. Cuidar do social, humanizar e dismassificar uma população também é de extrema importância. Ver um povo, uma nação, ver pessoas, e não simplesmente consumidores. Pena que isso tudo é uma grande utopia.
Entretanto o fato é que as eleições estão ai , e em um país onde a reminiscência é lei, o sofrimento é um passo para perfeição , uma vez que ter pouco todo dia, é melhor do que correr o risco de não ter nada por um momento.
Carolina Souza
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Tema Livre
Passei o fim de semana inteiro pensando em um tema para abordar, mas qual tema? Poderia escrever sobre política (que é um assunto que gosto muito), poderia escrever sobre economia, cultura ou sobre qualquer outra proposição, todavia qual seria a ideal? Qual seria perfeita?
O tema livre pode ser o pior dos temas, assim com a independência pode se tornar a pior das prisões. A liberdade nos permite agir como quisermos, somos livres para escolher e condenados a sofrer conseqüências. Vivendo em sociedade, as ilações se transformam em problemas, uma vez que, nossas decisões influem nas escolhas das demais pessoas. Nas palavras de Jean Paul Sartre: “O inferno são os outros”, já que nossa ‘total autonomia’ é limitada pela ‘autonomia’ das outras pessoas.
Entretanto, neste mundo capitalista o sentido da palavra liberdade se perdeu no meio desta ‘falsa democracia’. Explico. Atualmente somos uma massa que habita a Terra, humanos, povos, talvez robôs. Somos programados para consumir, produzir e mais nada. Por exemplo, um homem trabalha em uma empresa X que produz tênis. Cada tênis gasta dez reais para ser produzido. O funcionário produz mil tênis por mês. O patrão paga ao funcionário um salário de quinhentos reais e vende os tênis para as lojas ao preço de cem reais. Nas lojas, esses mesmos tênis são vendidos por trezentos reais, e aquele funcionário que produziu esta mercadoria a compra pelo preço de trezentos reais, mas como não tem condição de pagá-la à vista, parcela em varias vezes (não vou mencionar os juros), e ao terminar de pagar, já necessita de um novo tênis. Penso que depois deste exemplo chulo, pode-se perceber que apesar de todas as mazelas dos outros sistemas, o capitalismo não é esta maravilha que alguns alegam.
O capitalismo, além de massificar fazendo com que todos consumam e desejem os mesmos bens (assim facilitando a produção em grande escala), também alieniza. As piores vítimas são aquelas que respeitam seus carrascos. E a alienação faz exatamente isso, tira a consciência, faz com que o explorado admire o seu explorador e aceite esta ‘escravidão moderna’.
Todavia ainda ansiamos a democracia e a liberdade; liberdade tão buscada pelos Iluministas, democracia tão sonhada por nós. Mas até agora, elas só aparecem no tema livre e tudo permanecerá assim enquanto a ‘vaquinha de presépio’ livre, leve e solta seguir a maré que a lança contra as rochas, e como boa ‘serva’, balançar a cabeça como sinal de respeito e aceitação.
Carolina Souza
O tema livre pode ser o pior dos temas, assim com a independência pode se tornar a pior das prisões. A liberdade nos permite agir como quisermos, somos livres para escolher e condenados a sofrer conseqüências. Vivendo em sociedade, as ilações se transformam em problemas, uma vez que, nossas decisões influem nas escolhas das demais pessoas. Nas palavras de Jean Paul Sartre: “O inferno são os outros”, já que nossa ‘total autonomia’ é limitada pela ‘autonomia’ das outras pessoas.
Entretanto, neste mundo capitalista o sentido da palavra liberdade se perdeu no meio desta ‘falsa democracia’. Explico. Atualmente somos uma massa que habita a Terra, humanos, povos, talvez robôs. Somos programados para consumir, produzir e mais nada. Por exemplo, um homem trabalha em uma empresa X que produz tênis. Cada tênis gasta dez reais para ser produzido. O funcionário produz mil tênis por mês. O patrão paga ao funcionário um salário de quinhentos reais e vende os tênis para as lojas ao preço de cem reais. Nas lojas, esses mesmos tênis são vendidos por trezentos reais, e aquele funcionário que produziu esta mercadoria a compra pelo preço de trezentos reais, mas como não tem condição de pagá-la à vista, parcela em varias vezes (não vou mencionar os juros), e ao terminar de pagar, já necessita de um novo tênis. Penso que depois deste exemplo chulo, pode-se perceber que apesar de todas as mazelas dos outros sistemas, o capitalismo não é esta maravilha que alguns alegam.
O capitalismo, além de massificar fazendo com que todos consumam e desejem os mesmos bens (assim facilitando a produção em grande escala), também alieniza. As piores vítimas são aquelas que respeitam seus carrascos. E a alienação faz exatamente isso, tira a consciência, faz com que o explorado admire o seu explorador e aceite esta ‘escravidão moderna’.
Todavia ainda ansiamos a democracia e a liberdade; liberdade tão buscada pelos Iluministas, democracia tão sonhada por nós. Mas até agora, elas só aparecem no tema livre e tudo permanecerá assim enquanto a ‘vaquinha de presépio’ livre, leve e solta seguir a maré que a lança contra as rochas, e como boa ‘serva’, balançar a cabeça como sinal de respeito e aceitação.
Carolina Souza
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